terça-feira, 30 de novembro de 2010

Um Pai em duas versões

Acho importante testemunhar aqui a importancia do papel de pai. Diferentemente da mãe que vive na pele (literalmente) os 9 meses a chegada de um filho o pai so materializa isso de verdade depois do nascimento. Nós mães quer consciente ou inconscientemente somos determinantes na formação de um pai presente ou ausente,  pouco participativo. Aqui em casa penei, briguei, xinguei por ver em Mácio uma certa atitude um tanto descompromissada na tarefa de dividir os cuidados com Thais. A cultura aqui era que mãe é mãe e sobraria pra mim a  maioria das responsabilidades com a nenem...o fato é que na prática nos primeiros dias e  meses ele não fazia tarefas como: dar alimento. trocar fraldas ( so se eu nao estivesse em casa), fazer dormir... resultado... se tinha a  MÃE em casa tudo era eu...A conseqüência disso foi inevitável no vínculo entre Thais e o pai. Ela passou uns bons anos tendo a  dificuldade de receber o carinho do pai, as brincadeiras eram raras e só com muita conversa ( com os dois) as coisas se resolveram.
Primeiro eu reconheci que errei em deixar que as coisas fossem crescendo assim. Ele reconheceu que precisava ganhar seu espaço de pai e Thais precisava descobrir esta intimidade com ele.Antes de Vitor nascer eu ja estava conversando muito com ele de que as coisas seriam diferentes desta vez. Foi fundamental o esforço que ele fez primeiro em preencher a minha ausencia e tambem ter uma  atitude diferente com o nenem. Estas foram algumas coisas que instituimos na rotina de casa:
_Horário de brincadeira entre Mácio e Thais diariamente ( só os dois)
_Ele deixou de manda-la esperar sempre que o requisitava e  passou a dar  mais   atenção na hora que ela o chamava
_Eu fui trabalhando com  ela  a  necessidade de respeita-lo e de dar carinho assim como ela fazia comigo.
_Ele teve que fazer coisas que nao fazia como auxiliar no banho, fazer um leite, limpar um bumbum , ensinar o dever de casa

A tarefa nao parou nisso pq quando Vitor nasceu eu precisava romper  este ciclo e por isso o pai precisaria estar mais presente ou seja mais tarefas pra ele.
Estas foram as novas ações incorporadas na rotina diferentes da experiência anterior

_ Segurar mais o bebê. Com Thais a desculpa de nao saber segurar pq era molinha o fez segurar ela pouco no inicio... ja com Vitor eu rompi com isso
_ Periodo das colicas dividindo os cuidados, as compressas, os banhos, o choro. Revazavamos literalmente ate pq minha coluna estava   doendo muito e esquentar fralda no ferro sozinha nao dava  meeeesmo
_ Banho: Ensinei uma vez e  o fiz dar banho sozinho pra ver se tinha aprendido ainda na primeira semana de  vida. Sempre fui dando mensagens de apoio e incentivando e  ele aprendeu rapidinho.
_Ensinei dar leite e suco. Como ele fica nas tardes em casa e  a  minha ajudante precisa cuidar da bagunça ele que  tem cuidado da alimentação e  sabe fazer direitinho
_ Elogiar muiiiiito. Sempre estou falando o quanto ele  esta sendo um otimo pai desta vez e  como isso esta refletindo na atenção que Vitor tem com ele.
Realmente tudo isso fez muita diferença. A auto confiança dele como pai de reafirmou...O vínculo entre Vitor e  ele esta cada dia mais forte. Basta ouvir a  voz do pai que ele para de fazer tudo ( ate mamar). Foi para o pai que Vitor deu os bracinhos a primeira vez e aposto que a primeira palavra vai ser papa... ( tambem o tanto que ele fica repetindo pro menino kkk)





Ha e uma prova de que realmente desta vez esta diferente é que as vezes eu fico assistindo tv ou fazendo outra coisa e  Mácio vem , pega Vitor dá banho e  quando vejo o nenem ja esta limpinho e  cheiroso sem nem sequer meu nome ter sido chamado . rsrs

Esta é uma reflexao para que nós mães nao tomemos só pra nós a missao de criar em todos os sentidos. Pai nao é so pra pegar limpinho , fazer um cafuné e boas... pai tem que receber xixi na cara, sentir os aroma gostoso do coco, fazer dormir etc etc.....

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